sexta-feira, 4 de abril de 2025

2025 -2035 Seap-PB elabora planejamento estratégico de Recursos Humanos para os próximos 10 anos


O Plano de Desenvolvimento de Recursos Humanos lançado recentemente pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap-PB) - 2025-2035 - é, em sua essência, planejamento estratégico. A revista, com 85 páginas, traz levantamento de necessidade por lotação; perfil profissional do servidor penitenciário; mapeamento de competência da Polícia Penal; Política Nacional de Educação em Serviços Penais; Fundamentos Teórico-Pedagógicos; dentre outras pautas. 

É um documento fundamental que vai nortear a todos nós nos próximos dez anos rumo ao desenvolvimento dos recursos humanos. Além dos gestores, cabe a cada policial penal, cada servidor administrativo, se inteirar no dia a dia, contribuir com sua parcela nesse processo construtivo permanente de evolução do sistema penitenciário da Paraíba. 

No olhar jornalístico este também policial penal, estará colaborando na divulgação desse plano estratégico, trazendo tópicos deste rico conteúdo. 

 Este plano é uma ação, uma meta coletiva. Parabéns ao secretário João Alves, ao diretor da Escola de Gestão Penitenciária (EGEPEN-PB), Mazukyevicz Nascimento e cada pessoa envolvida na elaboração desta construção a muitas mãos. Investir na qualificação do capital humano é uma das decisões cruciais dos gestores para evoluir nas execuções de ações.

O blog Repórter10 abre esta série de notas sobre o Plano de Desenvolvimento de Recursos Humanos com a mensagem do secretário João Alves.






 Mensagem do secretário João Alves de Albuquerque

A gestão do sistema penitenciário enfrenta desafios significativos, que vão desde a superlotação das unidades prisionais até a necessidade de promover a ressocialização efetiva dos apenados. A realidade do sistema penal exige não apenas uma estrutura física adequada, mas também um corpo de servidores capacitados e comprometidos com a missão de garantir a ordem, a segurança e a dignidade dos direitos humanos.

Nos últimos anos, a Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba tem se empenhado em superar essas dificuldades, alcançando avanços importantes nas áreas operacional, administrativa e na garantia de direitos. A implementação de novas políticas de gestão, a melhoria nas condições de trabalho e o fortalecimento da assistência aos apenados têm contribuído para a construção de um ambiente mais seguro e humano. A promoção de programas de educação, saúde e trabalho dentro das unidades prisionais são exemplos de como estamos buscando não apenas garantir a segurança pública, mas também promover a reintegração social dos indivíduos que cumprem pena.

Nesse contexto, a capacitação dos servidores é uma prioridade central. Acreditamos que investir na formação contínua dos nossos profissionais é fundamental para melhorar a qualidade dos serviços prestados e, consequentemente, para o sucesso da política penitenciária. A Escola de Gestão Penitenciária da Paraíba tem se destacado como um importante instrumento de formação e desenvolvimento, oferecendo cursos e treinamentos que visam fortalecer as competências necessárias para o exercício das funções penitenciárias, promovendo um atendimento mais humanizado e eficiente.

O Plano de Desenvolvimento dos Recursos Humanos, que apresentamos neste documento, representa um marco histórico na gestão da educação em serviços penais no Estado. Pela primeira vez, elaboramos um planejamento estruturado voltado para a capacitação dos servidores penitenciários, alinhando nossas ações às diretrizes do Sistema Penitenciário e às melhores práticas do setor. Este plano não apenas reflete nosso compromisso com a formação de excelência, mas também a determinação em construir um sistema mais justo e efetivo.


quinta-feira, 3 de abril de 2025

Centro Administrativo Estadual foi inaugurado em 1975 pelo governador Ernani Sátyro, em 2021 foi inaugurado seu memorial

 O Centro Administrativo do Governo da Paraíba completou em fevereiro 50 anos de fundação. Walterleide Andrade de Souza Golzio, arquivista da Secretaria de Estado da Administração, convida você a conhecer o Memorial do Centro Administrativo Estadual.

São fotografias, leis, decretos, jornais da época e objetos tridimensionais da década de 1970.


                                                        Walterleide Andrade


A primeira foto do acervo registra a inspeção do chefe do Executivo, acompanhado do vice-governador Clóvis Bezerra e do engenheiro Guarany Marques Viana. A maquete do Centro Administrativo Estadual foi idealizada pelo arquiteto Tertuliano Dionísio, e as demais imagens retratam a trajetória da construção dos prédios, inaugurados em 28 de fevereiro de 1975. O centro foi concebido para ser um polo de decisões e facilitar o atendimento ao público.



Leis e decretos documentam a desapropriação do terreno e a nomeação do Centro Administrativo Presidente Tancredo Neves. Registros jornalísticos destacam as visitas, a inauguração e a presença do governador Ernany Sátyro, seus familiares, autoridades, servidores e o cantor Benedito de Paula.




A inauguração do Memorial do Centro Administrativo Estadual, realizada em 28 de outubro de 2021, contou com a presença de servidores. O governador João Azevêdo Lins Filho esteve presente e assinou simbolicamente o Livro da Saudade, em homenagem aos servidores vítimas da Covid-19.

O Memorial está aberto ao público de segunda a sexta, durante o horário de expediente do Centro Administrativo. Para visitas guiadas de grupos maiores, entre em contato pelo e-mail memorial@sead.pb.gov.br ou pelo telefone (83) 3208-9930



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A primeira foto do acervo registra a inspeção do chefe do Executivo, acompanhado do vice-governador Clóvis Bezerra e do engenheiro Guarany Marques Viana. A maquete do Centro Administrativo Estadual foi idealizada pelo arquiteto Tertuliano Dionísio, e as demais imagens retratam a trajetória da construção dos prédios, inaugurados em 28 de fevereiro de 1975. O centro foi concebido para ser um polo de decisões e facilitar o atendimento ao público.

Leis e decretos documentam a desapropriação do terreno e a nomeação do Centro Administrativo Presidente Tancredo Neves. Registros jornalísticos destacam as visitas, a inauguração e a presença do governador Ernany Sátyro, seus familiares, autoridades, servidores e o cantor Benedito de Paula.

A inauguração do Memorial do Centro Administrativo Estadual, realizada em 28 de outubro de 2021, contou com a presença de servidores. O governador João Azevêdo Lins Filho esteve presente e assinou simbolicamente o Livro da Saudade, em homenagem aos servidores vítimas da Covid-19.

O Memorial está aberto ao público de segunda a sexta, durante o horário de expediente do Centro Administrativo. Para visitas guiadas de grupos maiores, entre em contato pelo e-mail memorial@sead.pb.gov.br ou pelo telefone (83) 3208-9930

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O MODELO ATUAL DE PRISÕES: por que o utilizamos e como chegamos até aqui

 



 
 

Por: *Roberto Daniel de Figueirêdo, professor e instrutor na área de Segurança Pública

 

O sistema prisional como o conhecemos hoje é uma construção histórica que reflete tanto a evolução das ideias sobre justiça e punição quanto as demandas sociais e políticas de cada época. Esse processo se deu conforme o contexto histórico, social, filosófico e econômico ao longo dos séculos.

 

Em pleno ano de 2025, as prisões continuam sendo a principal resposta das “sociedades modernas” ao crime, mas sua forma e propósito passaram por transformações significativas ao longo dos séculos:

 

Roma e Grécia, na antiguidade e idade média (3.500 a.C. até a segunda metade do século XV), usavam as prisões como principal instrumento de proteção. Devedores, acusados aguardando julgamento ou prisioneiros de guerra era a principal “população de encarcerados” e as sentenças comuns eram multa, exílio ou, até mesmo, a morte. As “prisões” eram masmorras. O objetivo principal era a aplicação das penas – a eliminação imediata dos sentenciados;

 

Já a partir do século XVIII, com as ideias iluministas, em especial Cesare Beccaria e o Jeremy Bentham, com suas críticas às punições cruéis e desproporcionais da época, lançaram novas bases sobre o uso das prisões. Eles defendiam que as prisões deveriam ser utilizadas como ferramenta de proteção e, também, de reabilitação.

 

Assim, o conceito de encarceramento como pena é relativamente recente. Até a Idade Média, como dito anteriormente, as punições eram predominantemente corporais – açoitamentos, mutilações ou execuções – ou baseadas em compensações financeiras às vítimas ou mesmo o exílio.

 

Prisões existiam, mas serviam mais como “locais de detenção temporária”, enquanto se aguardava julgamento ou execução, do que como um fim em si mesmas, como tentamos hoje no Brasil.

 

Esses pensadores (Cesare Beccaria e Jeremy Bentham), que começaram a defender a ideia de que a punição deveria ter um propósito reformador, além de apenas retaliatório:

Para Beccaria, as penas deveriam ser prestadas aos crimes e seu objetivo deveria ser a dissuasão e não a vingança, para ele, as prisões eram uma “alternativa mais humana” às punições corporais; e

 

Bentham propunha uma ideia de “reforma moral”. Nesse modelo, os detentos deviam permanecer sob vigilância constante, com foco na disciplina.

 

Pronto, sob nossa ótica, aí estavam lançadas as bases para a ideia de prisão como ferramenta de “proteção e reabilitação”.

 

Esse movimento deu origem ao “modelo penitenciário moderno”, consolidado no século XIX. Vejamos:

·       Ainda no final do século XVIII, com a interrupção de envio de prisioneiros à América – colônia Inglesa até 1776, associada a redução das execuções e deportações/exílios, a Inglaterra passou a enfrentar desafio antes não experimentado – a superpopulação carcerária. Após uma espécie de Comissão Parlamentar de Inquérito, é aprovada Lei Penitenciária de 1779 pelo parlamento Inglês, surge então a “política de prisões estaduais” naquele país – mas nenhuma prisão foi construída. A “solução” só veio surgir em 1786, quando houve a decisão do estabelecimento de uma “colônia penal” na Austrália (Nova Gales do Sul, à época);

 

·       A Europa Continental também desenvolveu seu modelo de “Sistema Penal”. Após a Revolução de 1789, impulsionada pelas ideias iluministas, surge o Código Penal de 1791. Ele adotou a prisão como pena principal para os crimes graves, isso influenciou outros países do “Velho Continente” a seguirem o mesmo caminho. A ideia era que o tempo atrás das grades, aliado à disciplina e à reflexão, pudesse "corrigir" o indivíduo para “reintegrá-lo” à sociedade;

 

·       Nos Estados Unidos da América – EUA, dois sistemas se destacaram no século XIX:

O “Sistema de Auburn”, com a Penitenciária de Auburn, construída em 1816 na cidade de Auburn, Nova York. Esse presídio deu origem ao chamado "Sistema Auburn", que combinava trabalho forçado em grupo durante o dia (em silêncio) com o isolamento em celas individuais à noite, como uma tentativa de reformar os prisioneiros;

O “Sistema da Pensilvânia”, “sistema de confinamento solitário” – assemelhado ao nosso Regime Disciplinar Diferenciado, ou simplesmente RDD. Esse “sistema”, focado na regeneração moral, tinha como ferramenta os conceitos de isolamento e trabalho forçado. Inaugurado em 1829, a Eastern State Penitentiary, modelo bastante influente, à época, era tido como controverso, ele contrastava como o “Sistema de Auburn”.

 

Estão aí os ingredientes de um “sistema” que começou com ideias de um projeto de reforma e, hoje, se transformou em um sistema de contenção.

 

Com o crescimento populacional, a urbanização, a favelização e o aumento da criminalidade no século XX, as prisões passaram a ser usadas em larga escala. Isso contribuiu, provavelmente, para o abandono do ideal de reinserção social em favor da simples segregação.

 

No Brasil, por exemplo, o sistema carcerário reflete essa tendência: superlotação, condições precárias de habitabilidade nos estabelecimentos penais, foco na punição em vez da então “ressocialização” – como se a exclusão social pudesse promover um ser sociável, são marcas de um modelo que herdou influências coloniais e se adaptou às desigualdades sociais do país <https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/olimpiadas/rio2016/noticia/2016/07/muro-que-separa-linha-vermelha-de-favela-ganha-paineis-da-olimpiada.html> Acesso em 03 Abr. 2025.

 

Hoje, utilizamos esse modelo por uma combinação de inércia histórica, pragmatismo e demandas políticas. A prisão é vista como uma solução imediata para retirar criminosos das ruas, principalmente para atender à pressão pública por segurança.

 

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), estudos apontam que mais de 11 milhões de pessoas estão encarceradas globalmente. Estima-se que, hoje, aqui no Brasil, a população encarcerada é de, aproximadamente, 850 mil pessoas, com um déficit crescente de vagas. Adendo: A cidade de São Luís, capital do Estado do Maranhão (dados de 2022), tem pouco mais de 1 milhão de habitantes <https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/ma/sao-luis.html> Acesso em 03 Abr. 2025.

 

Isso reflete a dependência desse sistema, apesar de suas falhas evidentes, quais sejam: altas taxas de reincidência, violência interna e custos elevados para os Estados < https://www.metropoles.com/brasil/presos-federais-custam-em-media-15-vezes-mais-que-estaduais-entenda> Acesso em 03 Abr. 2025.

 

Críticas ao modelo atual não faltam! Especialistas argumentam que ele perpetua ciclos de exclusão, especialmente entre populações vulneráveis, e questionam sua eficácia na redução do crime <https://www.migalhas.com.br/depeso/422589/a-necessidade-da-ressocializacao-dos-detentos> Acesso em 03 Abr. 2025.

 

Assim, o modelo de prisões que temos em 2025 é o resultado de séculos de experimentação, adaptação e, em muitos casos, fracasso em alcançar os ideais originais de reabilitação. Ele persiste porque oferece uma resposta visível ao crime, mas sua evolução – ou estagnação – levanta uma questão urgente: até quando continuaremos apostando em um sistema que, para muitos, pune mais do que transforma?

  

*Roberto Daniel de Figueirêdo atua na Segurança Pública, com experiência de 22 anos. É professor e instrutor na área de Segurança Pública, colaborou para elaboração do Plano de Segurança para Unidades de Internação e Execução de Medidas Socioeducativas no Estado da Paraíba, é autor de artigos científicos publicados em revista online e livro de gestão pública, com foco na área de ética e moral e investigação preliminar em corregedoria do sistema prisional. É Bacharel em Arquivologia, Especialista em Gestão da Administração Pública, em Gestão de Sistemas Prisionais e possuí MBA em Gestão Pública.

 

Encontro Nacional de Gestores de Cultura vai reunir em João Pessoa mais de mil representantes do setor no país

Centro de Convenções de João Pessoa em foto de Isabel Caminha, arquiteta mineira que o projetou


João Pessoa vai sediar entre os dias 23 e 25 de abril deste ano o 2º Encontro Nacional de Gestores de Cultura, com a presença de secretários municipais e estaduais de Cultura de todo o Brasil para discutir políticas públicas para o setor. O evento vai acontecer no Centro de Convenções de João Pessoa e vai ser realizado pelo Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura.


Durante três dias, a capital paraibana vai receber os 27 gestores estaduais de cultura do Brasil e mais de mil secretários municipais de cultura vindos de todo o país. E ainda representantes de outras instituições. 


Por exemplo, a ministra da Cultura do Governo Federal, Margareth Menezes, e a presidenta da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, Denise Pessôa, já confirmaram presença em João Pessoa. Entidades internacionais como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Organização dos Estados Iberamericanos também vão enviar representantes para a capital paraibana.


Para além dos debates, uma programação cultural e musical está sendo montada para apresentações no Centro de Convenções de João Pessoa. E nomes como Chico César, Elba Ramalho, Sandra Belê e Escurinho já confirmaram presença e farão shows para os presentes. Também vai ter espaço para cultura popular e tradicional, com apresentações de cocos, cirandas, reisados, cavalos marinhos, acordeonistas, entre outros.


Para Pedro Santos, secretário de Estado da Cultura da Paraíba, trata-se da principal mobilização do país para tratar das políticas públicas para a cultura brasileira. E tudo isso vai acontecer em território paraibano. “Vamos ser protagonistas de um encontro sem precedentes, em que mais de mil pessoas que atuam diretamente com o setor cultural, com o fomento das diferentes expressões artísticas, e com o desenvolvimento das artes a partir de políticas públicas no Brasil, vão se reunir, sentar e dialogar conjuntamente. Pensar projetos, soluções, financiamentos, modelos de negócios, investimentos para a cultura. É algo absolutamente potente o que será vivido por aqui”, comemorou Pedro.


Entre os debates que serão travados, pode-se destacar aqueles que vão discutir o papel dos entes federativos para as políticas culturais, o poder dos dados na formulação de políticas culturais, perspectivas de planejamento estratégico para o setor, economia criativa para a cultura, gestão de editais, estratégias de longo prazo para a cultura, marco regulatório de fomento à cultura, entre outros temas.


Pedro destaca a retomada do Ministério da Cultura, durante a atual gestão do Governo Federal, e o montante de investimentos no setor cultural proporcionados por iniciativas como a Lei Paulo Gustavo e a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. 


Algo que, para ele, torna ainda mais urgente e imperativo esse tipo de encontro. “Temos que estar ainda mais preparados para tudo o que ainda está por vir tanto em termos de recursos, como em termos de oportunidades para o setor cultural”, finalizou.


PAUTA POSITIVA - Sindjor-PB anuncia campanha salarial e ações afirmativas para a categoria



Presidente parabeniza jornalistas no mês de homenagens, ações positivas para a categoria e lança campanha salarial nos setores público e privado. “Quem Informa o Brasil Somos Nós!”


O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba (Sindjor-PB) anunciou uma “pauta positiva” para o mês de abril, período em que se comemora o Dia e a Semana Estadual do Jornalista na Paraíba (de 01 a 07) e o Dia Nacional do Jornalista (dia 07). A “pauta positiva” foi detalhada na reunião da diretoria do Sindjor-PB realizada no 31/03 e contempla negociações salariais com os setores privado e público, anúncio de parcerias e convênios com empresas, planos de saúde e profissionais liberais e outros benefícios para a categoria.

                                                                    Jorge Galdino


O presidente do Sindjor-PB, Jorge Galdino de Almeida, disse que o objetivo e desenvolver ações, destinar recursos e direcionar esforços para apresentar uma pauta com boas notícias para a categoria. “Estamos aproveitando o mês de abril, período em que acontecem homenagens nacionais e estaduais para os jornalistas e estamos mobilizados para direcionar todos os esforços, recursos e ações para propiciar boas notícias para a categoria, o que chamamos de ‘pauta positiva’, iniciando com a campanha salarial em que vamos tratar de acordos e convenções com os empresários da comunicação e com os governos estadual e municipais”, enfatizou Galdino.

O Sindjor-PB aderiu à campanha salarial nacional promovida pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) que este ano traz o tema “Quem Informa o Brasil Somos Nós!”. A campanha na Paraíba terá início no próximo dia 05, com uma reunião com os empresários do setor privado de comunicação, e no dia 12, com representantes do Governo do Estado da Paraíba. As conversas com a Prefeitura de João Pessoa já foram iniciadas. “Vamos tratar do termo aditivo à última convenção coletiva em que será abordado apenas as cláusulas econômicas e vamos também dar início ao diálogo com o Governo do Estado para tratarmos de melhorias no PCCR, reajustes e reposição salarial. Inicialmente, os contatos ocorrerão entre dirigentes sindicais e representantes desses setores, depois levaremos as propostas para a categoria para discussão e deliberação”, explicou Jorge Galdino.

O Sindjor-PB também está celebrando convênios com diversos setores para propiciar descontos, facilidades e benefícios aos filiados, além de estar investindo na restauração da sede da entidade e na promoção de eventos.

O Sindicato também vem ampliando sua presença digital nas redes sociais e no site da instituição, disponibilizando informações, conteúdos, campanhas, serviços e atendimento de forma remota, o que vem impactando positivamente na ampliação do quadro de filiados e no atendimento personalizados à categoria.


https://www.sindjorpb.org.br/2023/11/assembleia-aprova-projeto-de-lei-que.html


A Fenaj também está no calendário de ações promovidas pelo Sindjor-PB. Nos próximos dias 14 e 15, a presidenta da Federação, Samira de Castro, estará em João Pessoa e participará de uma ampla programação que contará com visita ao sindicato, palestras, entrevistas e lançamento de cartilha, a programação ainda está sendo elaborada e será divulgada nos próximos dias.

Samira Castro


Samira de Castro destacou que a unidade e o diálogo constante entre os sindicatos serão fundamentais para enfrentar os desafios impostos pela desarticulação patronal e pelas mudanças no cenário trabalhista. “A Campanha Salarial Nacional Unificada 2025 já começa a mobilizar jornalistas em todo o Brasil, com o objetivo de fortalecer a categoria e garantir direitos essenciais para o exercício do jornalismo com dignidade e respeito”, afirmou a dirigente sindical.


FENAJ e Sindicatos iniciam construção da Campanha Salarial Nacional Unificada 2025




Com a “pauta positiva” o Sindjor-PB pretende dar continuidade aos contínuos melhoramentos no relacionamento com a categoria, no diálogo com governos e empresários, no aprimoramento das rotinas administrativas e na promoção de benefícios, valorização e respeito aos(às) jornalistas da Paraíba.

Da Redação do Sindjor-PB.


quarta-feira, 2 de abril de 2025

Juízas destacam importância do Judiciário abrir portas à participação feminina como transformação social


Atuando, há vários anos no Judiciário paraibano, na função de magistradas, e auxiliando na missão do Tribunal de Justiça da Paraíba em concretizar a Justiça, por meio de uma prestação jurisdicional acessível, célere e efetiva, sete mulheres destacam os desafios, avanços e conquistas na vida pessoal e profissional. Elas enfatizam, também, a importância do reconhecimento do Poder Judiciário, em abrir portas para  a participação feminina, como meio de transformação social e cultural.


Mulheres na administração




                                                Juíza Aparecida Gadelha

Para a juíza auxiliar da Presidência do TJPB Maria Aparecida Sarmento Gadelha, reconhecer que ainda não se chegou a um patamar de igualdade de gênero efetivo constitui, antes de tudo, o ponto de partida indispensável para o estabelecimento de mudanças a serem atingidas.


“A Administração do Poder Judiciário, partindo desse reconhecimento, tem se empenhando em garantir a participação feminina, na medida em que passa a contar cada vez mais com servidoras e magistradas em postos de gestão e tomada de decisão, figurando assim como importante vetor de transformação social e cultural”, acentuou a magistrada.


Segundo pontuou, a estrutura social, ainda cobra atitudes de cuidado e suporte familiar da mulher desproporcionais ao que se espera da figura masculina. Além da  dificuldade de conciliar atuação profissional, incluindo a necessidade de aperfeiçoamento constante,  e as responsabilidades domésticas e familiares, que quase sempre demandam uma jornada extra de dedicação e esforço. 


“Para muitos pais e esposos, é possível, por exemplo, descansar, ler e estudar ao fim do dia. Essa, no entanto, não é a realidade da maioria das mulheres. Assim, penso ser fundamental seguirmos buscando transformação social estrutural, na certeza de que nossos esforços para prestar um serviço público cada vez mais eficiente são tão valiosos e transformadores quanto a qualquer homem”, salientou a juíza Aparecida Gadelha, referindo-se às dificuldades na carreira, asseverando, ainda, que “a transformação institucional em torno da paridade de gênero nos levará à maior representatividade feminina nas posições de gestão e de tomada de decisão”.


                                                Juíza Silmary Alves

Atuando como auxiliar na Vice-presidência do TJPB, a magistrada Silmary Alves de Queiroga Vita comentou que os maiores desafios que tem enfrentado nos cargos de gestão são decorrentes da necessidade de melhorar o tempo de qualidade do convívio familiar e gerir as atividades de gestão, em sua maioria ligadas a um espaço de tempo limitado que requer atuação em grande parte do tempo do dia em prol do trabalho, e encontrar esse equilíbrio.


“Acho extremamente importante a política institucional de paridade de gênero, incentivando a participação das mulheres em cargos de gestão e cabe a nós, mulheres, assegurar essa participação, aceitando os convites e exercendo esse espaço nos cargos. O sangue e o suor de todas as mulheres em busca dessa equidade precisa ser referenciado e, por isso, vejo que é significativo comemorar por todas as leis, resoluções e atos normativos e administrativos que tentam garantir os direitos das mulheres”, ressaltou.


Mães, mulheres e gestoras de fóruns

As gestões do Poder Judiciário paraibano vêm ao longo dos anos enfatizando a relevância de colocar mulheres em cargos de liderança, a exemplo de um significativo número de juízas que estão à frente da administração de Fóruns em diversas unidades judiciárias espalhadas pelo estado. Na Região Metropolitana de João Pessoa, a maioria das Comarcas tem mulheres em suas administrações, a exemplo da Capital, Santa Rita, Cabedelo, Alhandra, além de cidades do interior, como Patos, Guarabira e Alagoinha.

                                                Juíza Ana Flávia

Juíza e diretora do Fórum de Santa Rita, Ana Flávia de Carvalho Dias observou que, com o passar do tempo, as mulheres vêm conquistando seu espaço como profissional e mulher. A magistrada ponderou que os desafios são diários, mas elas têm demonstrado proatividade na gestão e prestação jurisdicional. A magistrada considera como exemplar e positiva a posição da gestão do TJPB em indicar mulheres em cargos de gestão, acompanhando a evolução da sociedade.


“Desde que assumi o cargo tenho procurado inteirar-me das necessidades dos servidores e instalações, com a finalidade de contribuir com uma boa gestão, não encontrando grandes dificuldades. Todos os dias temos conquistas que devem ser celebradas, a exemplo da crescente igualdade de gênero, nas diversas áreas da vida, seja no mercado de trabalho, nos direitos políticos e cidadania,  como também na autonomia e liberdade de viver sem violência, preconceito e discriminação”, exaltou.

                                                    Juíza Juliana Maroja

À frente da administração do Fórum da Comarca de Cabedelo, a magistrada Juliana Maroja Duarte revelou serem diversos os desafios que se apresentam no exercício da gestão. Ela citou como exemplos a regulação do recurso humano, a  capacitação e aperfeiçoamento contínuo dos integrantes do Poder Judiciário, bem como a questão da infraestrutura, tanto no aspecto de adequação de espaços para melhor atender ao público, quanto relativa à segurança, em razão das peculiaridades específicas exigidas na comarca, além da equalização de esforços para atender a alta demanda de processos em tramitação.


“O primeiro desafio, certamente, foi conciliar a carreira profissional com a vida pessoal e familiar, pois a equalização desses ‘dois mundos’ são interdependentes. O segundo desafio (e não menos difícil) foi superar as barreiras culturais de que uma mulher também é capaz de exercer posição de liderança e decisão, com méritos, habilidades e destaque”, realçou a magistrada Juliana Duarte.


Ela também reforçou a importância da iniciativa da administração do TJPB de valorizar e manter mulheres em cargos de chefia e participação ativa na administração, pois reflete um compromisso com a equidade de gênero e com a modernização institucional.


“Essa postura, além de se alinhar aos princípios constitucionais da igualdade, fortalece o próprio Poder Judiciário na medida em que alinha a meritocracia com a diversidade nas posições de liderança. As conquistas das mulheres, ao longo da história, são motivo de profunda comemoração, não apenas pelo avanço dos direitos femininos, mas pela transformação social que essas vitórias representam. Nesse contexto, podemos citar grandes mulheres como Marie Curie e Simone de Beauvoir, que, à frente dos seus tempos, já demonstravam a capacidade meritória das mulheres de estarem onde elas quiserem”, acentuou.


                                                Juíza Joscileide Ferreira

Na administração da Comarca de Patos, desde 2019, no sertão paraibano, uma das principais do Estado, a juíza Joscileide Ferreira de Lira tem marcado no período em que está na diretoria do Fórum momentos difíceis, onde teve que tomar importantes decisões, como quando passaram pela pandemia da Covid-19. “Muitas dificuldades foram enfrentadas, tendo em vista a necessidade, abrupta e totalmente inesperada, de reinventar o cotidiano para garantir a continuidade do atendimento eficiente e humano ao jurisdicionado, ao mesmo tempo em que havia toda uma preocupação com a saúde de servidores(as), magistrados(as) e todos que atuam na unidade”, enfatizou.


Ela elencou, ainda, as diversas ações administrativas voltadas à melhoria da infraestrutura da Comarca, com o apoio do TJPB. “Acho relevante a manutenção de mulheres na gestão das instituições. É uma forma de valorizar as  habilidades e capacidades delas. A sensibilidade e a visão feminina têm se mostrado muito interessantes na solução de desafios que, por vezes, exigem uma resposta rápida, eficiente, mas também, equilibrada e humanizada. Dessa forma, recebi com muita satisfação o convite para continuar na gestão, ciente dos desafios e responsabilidades do cargo”, ressaltou.

                                                Juíza Janete Oliveira

À frente de Varas Únicas e da direção dos Fóruns, as juízas Janete Oliveira Ferreira Rangel (Comarca de Alagoinha) e Daniere Ferreira de Souza (Comarca de Alhandra) vivenciaram as mesmas experiências das demais magistradas nas gestões das respectivas unidades judiciárias de enfrentar dificuldades e lidar com desafios diários na administração dos respectivos fóruns e manter com eficácia a prestação jurisdicional.


A magistrada Janete Rangel lembrou que assumiu a titularidade da Vara Única de Alagoinha no final de novembro do ano passado, encontrando uma unidade com quase seis mil processos em tramitação, com aproximadamente metade do acervo concluso, no gabinete, além de inúmeras demandas administrativas.


“A principal dificuldade foi conciliar as múltiplas frentes de atuação: gestão do acervo judicial, direção do fórum, gestão de pessoas, atendimento à população e aos advogados, realização de inspeções com recursos humanos limitados e, muitas vezes, acumulando atribuições que extrapolam a atuação jurisdicional. Mas, com organização, diálogo e empenho com a equipe e apoio da Corregedoria e da Presidência do TJPB, estamos avançando passo a passo, com planejamento e foco”, frisou.


Ela ressaltou que ser mulher e magistrada, sobretudo no interior, exige sensibilidade, firmeza e resiliência. “A conciliação entre a vida pessoal, a maternidade, e a responsabilidade de exercer a jurisdição, especialmente em uma vara única, é um desafio diário. Mas, também, é fonte de orgulho. Vejo como conquista a possibilidade de atuar com escuta ativa, empatia e compromisso, sem abrir mão da técnica e da autoridade. A cada decisão, procuro exercer um Judiciário mais humano, que compreenda os contextos sociais das partes e que se aproxime da população”, evidenciou.


Para a juíza Janete Rangel, ainda há muito a se avançar, porém, ela entende que já é possível perceber um ambiente mais plural, mais representativo e mais aberto ao diálogo, que tem impactado positivamente na forma como o Judiciário se posiciona perante a sociedade.

                                                    Juíza Daniere Ferreira

A magistrada Daniere Ferreira, também acentuou que a gestão e a diretoria de um fórum, bem como a titularidade de uma vara única, apresentam desafios significativos que exigem grande capacidade administrativa, organização e liderança.


Na sua opinião, a manutenção de mulheres em posições de liderança é essencial, não só na promoção da equidade de gênero, mas, também, no fortalecimento da representatividade feminina no Poder Judiciário, além de incentivar a valorização profissional das magistradas e servidoras, servindo como inspiração para futuras gerações, bem como reforça o compromisso do Tribunal com a diversidade e a eficiência administrativa, aprimorando a qualidade dos serviços prestados à sociedade.


“As conquistas das mulheres ao longo da história são resultado de sua determinação, competência e luta por igualdade de oportunidades. A dedicação, a qualificação profissional e a capacidade de liderança demonstradas em diversas áreas são fatores essenciais que justificam sua ascensão a posições de destaque. Além disso, a superação de desafios e barreiras históricas reforça a importância da presença feminina em espaços de decisão, garantindo uma sociedade mais justa e equilibrada. Essas conquistas não apenas refletem o mérito individual, mas também representam avanços coletivos na construção de um ambiente mais inclusivo e democrático”, sublinhou.


Por sua vez, o vice-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador João Batista Barbosa, fez um recorte histórico da luta pelo respeito aos direitos das mulheres, citando mulheres que fizeram a diferença e que, até hoje, marcam gerações, como Catalina de Euraso (fugiu do convento, cortou os cabelos e se vestiu de homem para lutar na Espanha, na guerra); Joana D’arc (camponesa e santa francesa canonizada pela Igreja Católica, considerada uma heroína da França pelos seus feitos durante a Guerra dos Cem Anos).


Além das brasileiras Antonia Jovita Alves Feitosa (Jovita), cearense que se inscreveu como soldado para lutar na Guerra do Paraguai, Ana Nery, primeira enfermeira brasileira, que também foi prestar seus serviços na mesma guerra, e Helena Alves de Souza, falecida recentemente, primeira mulher a atuar como juíza no Poder Judiciário paraibano.


“Todas essas mulheres deram muita importância, tanto aos valores humanos, quanto ao valor da própria mulher e isso fez com que os homens, em sua grande maioria, fossem também valorizando as mulheres”, comentou.


Ele pontuou, ainda, a evolução da legislação de defesa e garantias dos direitos fundamentais das mulheres, partindo das Convenções Internacionais até a edição de Decretos brasileiros e Resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que evidenciam a importância da atuação feminina e a equidade de gêneros.


“A paridade entre homens e mulheres deve acontecer também em todas as instâncias. As mulheres estão de parabéns, sou um daqueles que quero ver a mulher no mesmo patamar que o homem está, porque nós todos somos igualmente humanos, por isso acho muito importante que se valorize a mulher, com todo o respeito que ela merece ser reconhecida”, exaltou o vice-presidente do TJPB.


Há um longo caminho a ser percorrido para se alcançar a plena equidade de gênero no âmbito do Poder Judiciário, caminho este que passa pelos desafios de romper barreiras culturais e costumes encravados na sociedade patriarcal em que vivemos. De modo, a se chegar a obtenção de avanços e conquistas significativas, tendo por meta a essencialidade do equilíbrio social entre mulheres e homens.


Por Lila Santos

Ascom TJPB


Ranking da Transparência 2025: conheça as regras do novo regulamento



As informações divulgadas nas páginas dos tribunais e conselhos na internet começarão a ser avaliadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a partir do dia 7 de abril. Dados sobre Gestão, Serviço de Informação ao Cidadão, Ouvidoria, Sustentabilidade e Acessibilidade, entre outros, estarão na lista dos itens a serem verificados, conforme orientação da Portaria do Ranking da Transparência do Poder Judiciário 2025.

As diretrizes da 8.ª edição do Ranking da Transparência foram publicadas na Portaria CNJ n. 406/2024, em novembro de 2024. O objetivo é estimular os órgãos da Justiça a disponibilizar as informações de forma mais clara e padronizada à sociedade, tornando mais fácil e transparente o acesso a esses dados.

O Regulamento repetiu as novidades previstas na edição passada. Entre elas está a previsão de que os órgãos do Judiciário publiquem as informações em local específico em seus sites, denominado “Transparência”. Os que não organizarem adequadamente não receberão a pontuação referente ao item.

Em “Transparência”, serão publicados os dados divididos em dez temas: gestão; audiências e sessões; serviço de informação ao cidadão; ouvidoria; tecnologia da informação e comunicação; gestão orçamentária e financeira; licitações, contratos e instrumentos de cooperação; gestão de pessoas; auditoria e prestação de contas; e sustentabilidade e acessibilidade.

Repetindo o procedimento da edição passada, os tribunais/conselhos não precisarão responder a um questionário para serem avaliados. O CNJ verificará a correspondência dos dados publicados pelos órgãos com os critérios estabelecidos na Portaria e no glossário de orientações gerais. A avaliação será realizada entre os meses de abril e maio.

Dentre os 87 itens de avaliação estão a publicação dos resultados do Planejamento Estratégico Institucional; os atos normativos; os dados gerais para o acompanhamento de programas, ações e projetos. Também será verificada a publicidade da  divulgação do calendário das sessões, a pauta de julgamentos, a transmissão ao vivo pela internet, as reuniões dos órgãos colegiados, além das formas de participação popular.

O Departamento de Gestão Estratégica, que coordena o Ranking, destacou ainda que as informações que compõem a avaliação devem sempre estar disponíveis, atualizadas e de fácil acesso para a sociedade, independentemente do período de avaliação do CNJ.

O resultado do Ranking será apurado nas categorias Justiça Estadual; Justiça Federal; Justiça do Trabalho; Justiça Militar Estadual; Justiça Eleitoral; e Tribunal Superior e Conselho.

Os presidentes dos tribunais poderão, no prazo de cinco dias após a divulgação do resultado preliminar – previsto para junho – impugnar a pontuação de seus órgãos por meio de formulário eletrônico, disponibilizado na página do Ranking da Transparência. O resultado final deve ser divulgado em agosto.

 Evolução no desempenho

O Ranking da Transparência do Poder Judiciário , instituído pela Resolução CNJ n. 260/2018, é realizado anualmente. Em 2024, 93 dos 94 órgãos de Justiça atingiram mais de 90% de cumprimento das metas de transparência. Na edição anterior, 73 tribunais haviam alcançado esse nível.


Agência CNJ de Notícias

Academia Paraibana de Cinema é instalada na Unidade Tambaú da FCJA



Entre os atrativos da Unidade Tambaú da Fundação Casa de José Américo (FCJA), inaugurada na última sexta-feira (28), está a Academia Paraibana de Cinema (APC). A associação acomoda acervos inerentes à área, como um equipamento de projeção com tela retrátil, fruto de doação, além de um acervo com cerca de 500 títulos de mídia DVD (estrangeiros e nacionais).


Em ambiente climatizado, a sala da APC, que também recebe o acervo do professor Francisco Sales Gaudêncio, um dos ex-presidentes da FCJA, sedia reunião da diretoria mensalmente, além de encontros e pequenos eventos com grupos de até 15 pessoas. Na sala, há também documentos formais de atas e relatórios acessíveis à consulta pelos interessados em cinema paraibano.


Um dos pontos de informação importante para pesquisadores, conforme destaca o presidente da APC, João de Lima Gomes, é o acervo de seu fundador, Wills Leal, que morreu em maio de 2020, e que foi doado pela família. “É um rico material jornalístico, organizado em pastas por ele e disponível mediante consulta prévia de agendamentos”, explica João de Lima, que tem Mirabeau Dias como vice-presidente. Ainda integram a diretoria da APC:  Zezita Matos, Fernando Trevas, Alex Santos, Manoel Jaime e Carlos Trigueiro.


De acordo com João de Lima, a APC oferece outros acessos ao pesquisador. “Caso haja necessidade, são disponibilizadas obras para as quais não haja restrição de direitos autorais, notadamente títulos do cinema paraibano que, através de banco de dados dos outros parceiros da academia [Curso de Cinema da UFPB], existam em seus repositórios, como, por exemplo, o ‘Prata da Casa’,  hospedado no site do curso com mais de 50 obras de curta-metragem”, detalhou.


Ainda segundo João de Lima, com a decisão de transferência para a Unidade Tambaú, a Academia conquista estabilidade. “A entidade APC já possuiu cinco sedes diferentes e com a inauguração desse espaço, mantido por cooperação com a presidência da FCJA, resolve uma dificuldade de acesso que era gerada pela sua itinerância”.


Sessões fílmicas para pequenos grupos e também eventos são possíveis de realizar na nova sede, bem como os integrantes da APC, que pertencem ao Cineclube O Homem de Areia da FCJA, também podem agendar visitas periódicas à sala.

Justiça Restaurativa é a pauta do ‘Era Só o Que Faltava’ desta quinta-feira (3), a partir das 20h, na Rádio Pop FM de João Pessoa (89,3)




Justiça Restaurativa é a pauta do ‘Era Só o Que Faltava’ desta quinta-feira (3), a partir das 20h, na Rádio Pop FM de João Pessoa (89,3). O convidado de Fernando Patriota e Glória Ayres, para conversar e responder sobre esse assunto, é o coordenador adjunto do Núcleo da Justiça Restaurativa do Tribunal de Justiça da Paraíba, juiz de Direito, Max Nunes de França.


A Justiça Restaurativa é um modelo alternativo ao sistema tradicional de Justiça Criminal, que prioriza a reparação do dano e a restauração das relações sociais ao invés da punição retributiva. Ela se baseia na participação ativa da vítima, do ofensor e da comunidade na busca por soluções que promovam a responsabilização, o diálogo e a reconciliação.


Diferente da justiça punitiva, que muitas vezes se concentra exclusivamente na punição do infrator, a Justiça Restaurativa busca compreender as causas do conflito e reparar os danos causados, proporcionando oportunidades para que todas as partes envolvidas possam expressar seus sentimentos, necessidades e perspectivas. Esse modelo tem sido amplamente utilizado em diversos contextos, como crimes de menor gravidade, violência doméstica, bullying escolar e conflitos comunitários.


Então, se liga, ‘Era Só o Que Faltava’ nesta quinta-feira (3), às 20h, na Rádio Pop FM de João Pessoa (89,3) vai tratar sobre Justiça Restaurativa.


Conheça em vídeo institucional detalhes sobre o Centro de Convenções de João Pessoa "Poeta Ronaldo Cunha Lima"

 


Fotos: Arquiteta Isabel Caminha


O Centro de Convenções de João Pessoa "Poeta Ronaldo Cunha Lima", é um dos mais modernos do Brasil. O projeto arquitetônico é da arquiteta mineira Isabel Caminha, contratada no governo Cássio Cunha Lima. Sua inauguração ocorreu por etapas, a primeira foi o salão de feiras e eventos.  

A inauguração do salão de feiras e eventos aconteceu no domingo 26 de agosto de 2012, pelo governador Ricardo Coutinho. Houve show com Zé Ramalho e Banda Z. O repórter estava lá.

No dia 30 de outubro de 2013 ocorreu a inauguração da segunda etapa do Centro de Convenções de João Pessoa, o Centro de Congressos, o restaurante panorâmico e o mirante.

Localizado no Polo Turístico Cabo Branco (às margens da rodovia PB-008), o Centro de Convenções da capital paraibana, teve sua terceira etapa inaugurada no dia 5 de agosto de 2015, o Teatro Pedra do Reino, com capacidade para três mil pessoas.

A cidade de Campina Grande ganhará novo Centro de Convenções. Está sendo construído pelo Governo João Azevêdo.

Confira vídeo institucional produzido pelo Governo João Azevêdo para divulgar o Centro de Conveções de João Pessoa. Clique no link:

https://youtu.be/NIBxzfUc2mI

terça-feira, 1 de abril de 2025

Rádio Tabajara divulga as 30 canções classificadas para o VIII Festival de Música da Paraíba





foto Francisco França


Homenageando Cassiano e Glorinha Gadelha, a oitava edição do Festival de Música da Paraíba segue seu percurso para a competição entre as canções autorais inéditas que disputarão os prêmios deste ano. Nesta terça-feira, 01 de abril foram divulgadas as 30 músicas selecionadas para as eliminatórias, que acontecem nos dias 20 e 21 de maio, no Teatro Severino Cabral, em Campina Grande.  


Das 30 canções selecionadas 11 tem representação feminina. O anúncio foi feito durante o “Tabajara em Revista”, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 14h às 15h, na Rádio Tabajara 105,5 FM e no canal do YouTube da emissora. Os artistas tiveram a oportunidade de inscrever suas composições no período de 18 de fevereiro a 13 de março, totalizando 214 inscrições validadas e oriundas de 32 municípios paraibanos.


O sorteio da ordem de apresentação das canções nas Eliminatórias acontece na próxima sexta-feira, 04 de abril, também durante o Tabajara em Revista, na 105 FM. A grande final da competição será no dia 31 de maio, no Teatro de Arena, no Espaço Cultural, em João Pessoa.


Informações Gerais: Puderam se inscrever com música autoral e inédita compositores paraibanos com mais de 18 anos ou residentes na Paraíba há, pelo menos, dois anos, sendo selecionadas 30 músicas para as eliminatórias. Desse total, só 14 chegarão a final. Serão pagos R$ 30 mil em prêmios, sendo R$ 10 mil para a música vencedora; R$ 7 mil para a segunda colocação; R$ 5 mil para o terceiro lugar. Melhor Intérprete recebe R$ 3 mil e a música escolhida pela votação popular on-line leva R$ 5 mil.


Foram convidados três curadores de outros estados com notório saber para seleção de 30 canções finalistas e 10 suplentes, adotando como critério básico de seleção harmonia, melodia/ritmo, criatividade/originalidade e poesia, princípios universais de construção de uma canção, além da percepção pessoal do profissional.


Segue abaixo as 30 canções classificadas:


1 A Rabeca e o Pandeiro - Ninno Amorim - João Pessoa


2 À Solta - Matheus Andrade - João Pessoa


3 Abelhas - Pedro Francisco - João Pessoa


4 Ainda Estou Aqui (Uma Música) - Diógenes Ferraz - João Pessoa


5 Antes do Mundo Explodir - Adri L. - João Pessoa


6 Antes Que Me Pergunte - Titá Moura - João Pessoa


7 Artista e Clt - Oli - João Pessoa


8 As Caras da Paraíba - Gitana Pimentel, Will e Pedro Haus - Campina Grande


9 Asas – Soz - João Pessoa


10 Baque de Realidade - Paulo Rafael e Karla Oliveira - João Pessoa


11 Beijo na Praça - Juzé - João Pessoa


12 Boêmio de Profissão - Severo Ramos - Campina Grande


13 Canto por Igualdade - Wagner Luiz  Malta - João Pessoa


14 Canto Triste - Filipe Sousa - Campina Grande


15 Cassiano e Glorinha - Floriano Maurício - Queimadas


16 Cirandeira do Mar - Tathy Martins - João Pessoa


17 Côco Parahyba - Heitor Loureiro - Emas


18 Coisa Melhor do que Dinheiro - Bibiu do Jatobá - Alagoa Grande


19 Deixa Eu Cantar Aqui - Pricler e Pedro Medeiros - João Pessoa


20 Escândalo - Maria, Joyce Barbosa, Eliza Garcia e Ingrid Simplício - João Pessoa


21 Esperança de Recomeçar - Val Félix - João Pessoa


22 Eu Sou a Trajetória - Cecília Albuquerque - João Pessoa


23 Eu Sou Demais Pra Pouca Coisa - Gláucia Reis e Simão Mairins - Campina Grande


24 Janaína Perdeu a Cabeça - André dos Santos - João Pessoa


25 Ladainha - Ruanna - João Pessoa


26 Nordestinês - Vania Airam - João Pessoa


27 Olhos de Cobiça - Thiago Cruz - Campina Grande


28 Ponta-Cabeça - Betinho Lucena - João Pessoa


29 Roda Gigante - Priscilla Lacerda e Emiliano Pordeus Sousa


30 Uma Canção Política Guga Limeira - João Pessoa


MÚSICAS SUPLENTES (ORDEM DE CLASSIFICAÇÃO)


1 Hoje Tudo é Sertão - Yuri Gonzaga e Carlitos Mendonça - João Pessoa


2 No Mêi da Feira - Sayro Braga e Naldinho Braga - Cajazeiras


3 A Hora da Flor - Beto Silva e Tiago Urca - João Pessoa


4 Quem Nunca Sofreu no Amor - Nino Ramos e Taynana Flôr do Campo -Campina Grande


5 Deixo o Passado Leve Demais - Pabulus Lentulus - João Pessoa


6 Antidoto - Alta - João Pessoa


7 Através do Amor - Evandro Rosas - Campina Grande


8 Paraibaiano - Ricardo Campos Lé - João Pessoa


9 Artista Em Tempo Integral - Andrei Lira - João Pessoa


10 Fia Vitória Ohara - João Pessoa


Cronograma


Inscrições: de 18 de fevereiro a 13 de março de 2025


Divulgação: 1º de abril de 2025


Sorteio de ordem nas Eliminatórias: 04 de abril de 2025


Construção dos arranjos: 07 de abril a 03 de maio de 2025


Ensaios Banda Base: de 05 a 16 de maio de 2025


Ensaio 1ª e 2ª Eliminatória: 20 e 21 de maio de 2025, em Campina Grande-PB


1ª Eliminatória: 22 de maio de 2025, em Campina Grande-PB


2ª Eliminatória: 23 de maio de 2025, em Campina Grande-PB


Sorteio Final: 27 de maio de 2025, em João Pessoa


Ensaio Final: 31 de maio de 2025, em João Pessoa-PB


Final: 31 de maio de 2025, em João Pessoa-PB


 Homenageados:


Cassiano


Cantor, compositor e guitarrista natural de Campina Grande, Cassiano escreveu sucessos como "Primavera" e "Eu amo você" (em parceria com Silvio Roachel), interpretados por Tim Maia, e ficou conhecido como um dos grandes nomes do soul brasileiro. Morreu aos 77 anos em 2021, no Rio de Janeiro, onde morava desde o final da década de 1940.


Iniciou a carreira aos 21 anos, tocando violão no “Bossa Trio”, que daria origem ao grupo vocal “Os Diagonais”. Gravou alguns compactos com o grupo, mas se tornou conhecido em 1970, quando participou como compositor e guitarrista no primeiro disco de Tim Maia, assinando quatro das 12 faixas. Canções do artista também foram interpretadas por outros cantores, como a música “Mister Samba”, por Alcione, e “Morena”, por Gilberto Gil.


Gravou os álbuns Imagem e som (1971), Apresentamos nosso Cassiano (1973) e Cuban soul – 14 kilates (1976) e Cedo ou tarde (1991), que inclui gravações com Djavan e Marisa Monte. A distância de lançamento entre o terceiro e o último álbum, assim como a ausência de outros discos desde 1991, se devem ao desacordo de Cassiano com a política mercanntilista das gravadoras.


Glorinha Gadelha


Cantora e compositora natura de Sousa, começou a cantar e estudar teoria musical desde cedo. Se formou em medicina em João Pessoa e iniciou sua carreira musical em 1968 apresentando-se no programa “A Grande Chance”, da TV Tupi, onde se destacou como compositora. Em 1969, venceu o III Festival de Música Popular Paraibana.


Entre 1971 e 1973, atuou no Instituto Superior de Educação Musical da Paraíba. Em 1974, lançou o livro “O bailado das sardinhas”, uma novela. Ainda 1974 conhece o compositor e sanfoneiro Sivuca, e após trabalhar em hospitais do Rio de Janeiro, decide ir para os Estados Unidos em 1975, onde foi estudar linguagem musical na Colúmbia University de Nova York.. Casa-se com Sivuca e na sua permanência no exterior estuda música e compõe. É lá que Glória Gadelha compõe sua música de maior sucesso: “Feira de Mangaio”, em parceria com Sivuca.


Em 1976, De volta ao Brasil gravou como cantora a música “Amor em Jacumã”. Seu primeiro disco, “Bendito o Fruto”, saiu em 1982, seguido de outro LP, “Segredos da Palavra Manhã”. Na segunda metade da década de 80 intensifica sua carreira no exterior, sempre ao lado do marido.


Entre 1984 e 1991, realizou uma série de shows no Brasil e no exterior, obtendo destaque na Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia, Espanha, França, entre outros. Em 1992, gravou LP contando com a participação de Zé Ramalho, participou como cantora do songbook de Dorival Caymmi, e em 1999, gravou mais um CD, e em 2000 gravou “Ouro e Mel” pela CPC-Umes.


Morou com Sivuca no Rio de Janeiro até 2003, quando retornam a Paraíba. Glória mora em João Pessoa até os dias de hoje. “Tinto e Tropical”, lançado em 2004, conta com a participação de Quinteto Uirapuru, do grupo Nossa Voz e de muitos outros. Após a morte de Sivuca, em 2006, Glória dedicou-se a organizar e preservar o material de acervo que acumulou nos anos de vida compartilhada. Em 2011 lançou o livro de contos “Um Anjo de Dois Anjos”, publicado pela Escrituras Editora.


Outros parceiros de Glória são Hermeto Pascoal, Marilena Soneghet, Aldir Blanc. Entre os principais intérpretes de suas músicas destacam-se Clara Nunes (que lançou “Feira de Mangaio”, “Como É Grande e Bonita a Natureza”), Luiz Gonzaga, Zé Ramalho, Quarteto em Cy, Moraes Moreira, Elba Ramalho e Amelinha.


Realização - O Festival é uma realização do Governo do Estado da Paraíba, por meio da Empresa Paraibana de Comunicação (EPC), da Fundação Espaço Cultural (Funesc) e da Secretaria de Estado da Comunicação Institucional (Secom), com o apoio da PBGás.

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